Cada vida é sensível ao amor ...

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O saber é um meio de aprimorar o ser humano!

sábado, 29 de abril de 2017

A entrega Sublime



Me entrego aos pensamentos e sentimentos mais sublimes que tenho por Ti, desejando a eterna sabedoria que só existe no seu plano ... Serei sua eterna parte divina...Serei sua eternamente!
Sinto a vibração e o frescor da aurora que ao nascer em Ti desabrocha o perfume do seu Ser...
Amar-te me faz crescer, expirar e nascer ... 
No espaço/tempo em que todos os astros dançam, somos infinitas partículas que se unem na formação do Uno, que é o Belo, o Bom e o Justo aqui plasmado em nós.
Meu coração está em Ti e a sua Imanência está em mim ... e assim vou caminhando com a Beleza da música que escuto e que me faz subir até Ti.
O agradecimento será eterno por me plasmar aqui no espaço/tempo que me faz pensar sempre em Ti.

Eu, Fada do Amor

sexta-feira, 28 de abril de 2017


Seja bom filho e bom pai, solícito irmão e amoroso esposo.
Escolha, como amigos, aqueles que possuam virtudes, deles te aproxima e com eles conviva, escutando-lhes os conselhos...
E, se, teu amigo, ao te aconselhar um dia for muito rigoroso, perdoa-o, porque a emoção, às vezes, domina a razão...
e dominar as paixões, subjugá-las e vencê-las, é dom que deves querer alcançar.
Seja casto, sereno e ativo...
Que nunca a cólera te domine, nem o mal em ti prevaleça.
Sozinho, ou em público, mantenha iguais atitudes, tributando, a ti mesmo, o devido respeito.
Seja, no falar e no agir, justo e prudente.
Ame a vida, mas lembra-te da morte, sem jamais esquecer que as honrarias, fáceis de adquirir, são, também, fáceis de perder.
Dos dissabores que o destino te traz não reclames nem blasfemes...suporta-os com serenidade e nos Deuses confia, pois assim agindo, aos Deuses agradarás.
Tanto a Verdade como o Erro tem os seus admiradores e seguidores... e quando o Erro avança e domina, o Sábio recua...e vela.
O Sábio adverte com rigor ou aconselha com amor.
Assim, grava em teu coração as palavras que proferes.
Não tenhas preconceito algum, e, no entanto, analisa bem os atos alheios ao mesmo tempo em que julgas os teus, porque ambos são falíveis e revestem-se de erros.
Só o insensato fala sem pensar, só a ele é dado agir sem calcular.
Contempla no presente o passado e o futuro.
Faze apenas aquilo que souberes, instruí-te sem pressa para bem aprender porque a sabedoria nasce do tempo e do empenho.
Cuida da tua saúde, que é precioso tesouro, dando a teu corpo o alimento e à tua alma o repouso.
Seja moderado em tudo, lembrando-te que o excesso prejudica mais que a falta.
Afasta os extremos do luxo e da avareza, pois é no meio que reside o bem. 

Um Filósofo 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Momento



Doce é o nascer
Da mais doce Terra;
Clara, serena e frescor dos céus.
Para mais valiosos poderes
Mande antes suas flores
Das quais ela (a Terra) o perfume purifica.
A alma do homem
Dirige-se para um plano,
Guiada por Deus e deuses,
Que corretamente lideram
Cada cavaleiro cansado
Dos períodos escuros.

Imutáveis,
Inescrutáveis,

Eram todas as estradas do tempo antigo,
Agora todo sinal
É cristalino,
E todo caminho é ouro.





quarta-feira, 5 de abril de 2017

Feliz Equinócio de Outono! Feliz Ano Novo!

O Equinócio de Outono marca o momento em que a natureza está preparada para oferecer os produtos gestados.

Folhas caem ao vento
É chegado um novo tempo
Tempo de adormecer.
A morte para o renascimento
A luz para o amadurecer
Semeamos ao longo da vida
os grãos que colheremos um dia
Tudo tem fim e se reinicia
O fim da colheita se aproxima.
E após o semeado colher
é hora de novamente semear
O ciclo da vida não cessa
É a Roda da Vida à girar
Está então em suas mãos
Refletir sobre os caminhos
que os seus pés trilharão
Por onde já pisou?
Por onde quer pisar?
Escolha consciente dos passos que dará
No Outono terás tempo, de refletir, silenciar
Resgatar as forças, para o tempo que virá.
Viva esta aprendizagem, para a vida transformar
E agradeça à própria VIDA por nova Vida lhe dar.


quinta-feira, 23 de março de 2017

O Homem Novo

Hoje vi o 
Homem Novo...

Bendita imagem que me chegou vinda do futuro, carregada de sabor do passado, para me fazer sonhar com o que alguma vez foi, com o que ainda é discretamente e com o que voltará a ser inexoravelmente, claramente, limpidamente.
Quando o vi, me dei conta de que o Homem Novo não é novo. Pelo contrário, é tão antigo como os primeiros arquétipos da humanidade, mas carrega nele a eterna juventude da alma, a eterna capacidade de lançar-se para frente, de sonhar, de buscar melhores horizontes e empregar todas as suas energias a serviço de suas aspirações.
O homem novo não tem idade... tampouco tem novidade... Sua força reside em ser simplesmente jovem, como os Deuses das distantes mitologias, como aqueles heróis sagrados que haviam bebido na taça de Hebe Olímpica e desconheceram então o tempo que passa e desgasta.
Tenho visto no Homem Novo algo que não varia nunca, algo com sabor eterno, com a segurança do que é válido, mas com o pulsar inconfundível do que está vivo.
E tenho advertido que o Homem Novo está vivo porque é um homem íntegro. Não há nele a dicotomia do corpo e alma, não se inclina nem pela defesa deste, nem pela negação da outra, ambos os elementos estão com ele, ambos os elementos o fazem Homem.
Se tivesse sido apenas corpo, seria como uma máquina lançada ao mundo; se apenas espírito; assemelharia a uma enteléquia dissimulada nas nebulosidades do pensamento. Mas, o vi completo, ativo, senhor de um corpo são, que obedece e responde a um espírito superior.
Tem comprovado que o Homem Novo cuida com atenção do seu corpo e da sua alma. É forte, é saudável, é belo, é jovem...E tem um ser interior proporcional ao exterior. É educado porque aprendeu que os maiores mistérios se conhecem com a alma aberta e com a mente serena, desfez as formas vazias da memória e inclinou-se por uma sabedoria consciente, imbuído em si mesmo tanto e tão completamente como a menor das células. Pratica o “conheça-te a ti mesmo”, e esta chave tem-lhe permitido abrir as portas da Natureza, através da lei de analogias.
Maravilha no Homem Novo sua delicada sensibilidade, não é frio como poderia supor-se. Pelo contrário, tem unido inteligentemente o “ethos” e o “esthetos” dos gregos: quanto melhor, mais belo. Cultua a beleza e a moral, o brilho da virtude é o brilho do seu olhar, é fulgor em seus gestos e soberania em todas as suas atitudes. Reconhece o ambiente que envolve seu coração e ama sem limites, desinteressadamente. Faz tudo a seu Novo Modo de Homem Novo. O egoísmo é planta erradicada de seu jardim interior.
E onde este Homem Novo leva a inteligência e o coração? O vi somar suas experiências, as da razão e as da sensibilidade e, o vi, então, inclinar-se fervoroso ante o mistério do Cosmos, abrindo seu ser ao Deus ignoto que ilumina desde o infinito. A fé é o ingrediente imprescindível a este homem que anseia descobrir o enigma da vida, e sabe que para encontra-lo terá que recorrer a novos e poderosos elementos, que vão mais além de sua compreensão limitada das coisas, por isso tem desenvolvido sua fé, por isso tenho visto a mística poderosa deste Homem Novo.
E acredito ter comprovado que o Homem Novo sabe de onde vem e para onde vai, a história não o atemoriza nem o inibe, ao contrário, o acompanha e aconselha. É consciente do seu momento atual e não rechaça sua sorte, se alegra com as grandes conquistas e se esforça em corrigir os erros. Não é passivo na busca do seu próprio prazer: o Homem Novo aprendeu a escolher e a comprometer sua vida nesta escolha. O dever o chama à ação, como a terra chama à água.
Eu o vi bilhar como uma pedra preciosa; nada pode empalidecer-lhe o brilho. E quando os ventos da vida, às vezes cobrem-no de lodo, o tenho visto lavar-se nas águas de sua própria vida, e voltar a brilhar como no início. A seu lado nada é escuro, nada é sujo, nada é temível. Seu olhar é uma espada e suas mãos são arados.
Hoje vi o Homem Novo... o vi passar e o chamei, porque eu também me sentia só... Porém, ao voltar-se para mim, transfigurou-se num exército de ouro, uma mão era árvore de todos os Homens Novos que se foram, e a outra, floresceu em imagens daqueles outros que virão.
(Délia Steinberg Guzmán)




sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A saudade vai além....


Olhando para o verde das árvores, sinto você presente...nas folhas balançando, você me ama e diz da sua saudade...ou a minha saudade?
Te quero cada vez mais presente, matéria? Só tenho no etéreo, no superior ... no meu Ser.
Sinto forte e cada vez mais, mais, mais presente.
Sempre serei sua, eternamente, eternamente sua!
Saudando os Espíritos da Natureza, sei que estou saudando o seu Ser.
É nesse mundo mágico que entrego minha Alma, aspiro, aspiro, aspiro essas vibrações puras que faz com que eu imagine a pureza do amor transcendente que me leva até você!

Fada do Amor




quinta-feira, 21 de abril de 2016

O Festival de Wesak




É o plenilúnio do signo de Touro. Primeiro dia de Lua Cheia deste signo.

Quando você olha para o céu e vê a Lua Cheia, imensa, iluminando a noite, é porque o Sol está de frente para ela. A diferença de 180 graus é que distingui uma Lua Cheia de uma Lua Nova, por exemplo. Na Lua cheia, o Sol está exatamente a 180 graus da Lua, ou seja, exatamente em frente a ela, o que proporciona a possibilidade de vê-la por inteira e totalmente iluminada e neste Plenilúnio. Muita coisa pode acontecer com mares, plantações, animais e nós seres humanos. Muitas energias são postas em movimento durante esta fase lunar, e nos dias que correm, muitos grupos se reúnem no mundo todo para ativar e receber estas energias. Confira e faça parte você também destas vibrações que podem transformar nosso Planeta…

Um dos principais ciclos de energia cósmica ocorre nos dias de Lua Cheia. Neste momento o Sol, ao iluminar a Lua, abarca a força e o padrão de energia ligada aos signos que, tanto a Lua como o Sol, estão naquela fase. Por exemplo: Se o Sol está no signo de Áries, a Lua cheia ocorrerá quando ela estiver no signo oposto, complementar do Sol, portanto, neste caso, em Libra. Por serem complementares, estes dois eixos, somente uma vez por ano, vibrarão, de forma plena, este padrão de energia que será emanando para a terra e todos nós. E, se estivermos conscientes e em meditação para recebê-los, abriremos espaço para que aquelas energias sejam levadas para o Planeta e também para nossas vidas. É por este motivo, que hoje em dia centenas de grupos espalhados pelo mundo meditam na Lua Cheia.

A Lua na Astrologia significa o inconsciente, o porão, como também, nossa ligação com o passado e emoções, quer sejam boas ou ruins. É através do signo lunar que descobrimos como reagimos frente às circunstâncias da vida, emocionalmente. Quando o grande luminar, o Sol, ilumina plenamente a Lua, é um indicativo de um alinhamento livre entre nosso Planeta – o Sol – e o “Centro Solar” a fonte de energia de toda nossa terra, e neste momento podemos iluminar as sombras.

Nesta fase de Plenilúnio podemos fazer uma aproximação mais definida com Deus e o Amor, Poder e Sabedoria, centralizados em nosso coração, representados pela chama trina que fica em evidência quando meditamos. É positivo que em toda Lua Cheia, pudéssemos nos alinhar com as forças cósmicas superiores através de nossos Mestres e anjos, como também da hierarquia da grande Fraternidade Branca, a fim de entrarmos em contato com a essência deste evento mensal.

O festival de Wesak – Também conhecido como o Festival da Iluminação é o Festival de Buda, o intermediário entre o Centro Espiritual mais elevado, Shambala, e a hierarquia. Buda personifica a expressão da Sabedoria de Deus, da Luz, é Indicador do Propósito Divino. É o grande Festival do Oriente e um dos mais importantes festivais da Lua Cheia. Este Festival ocorre quando o Sol está no signo de Touro. Wesak é uma festa da libertação do despertar e da transfiguração, a jornada de volta ao lar. Promove uma ponte entre a humanidade e espiritualidade, e o equilíbrio entre o Eu Inferior e Superior.

Nesta fase, o Sol estará no signo de Touro, um signo receptivo e fecundo, que promove estruturação e abundância, como também a nutrição. A Lua estará no signo de Escorpião, provocando um equilíbrio entre matéria e espírito. É uma forma de transformarmos os desejos em aspirações, através de conhecimentos superiores, orações, meditações e análises pessoais, durante o mês que se segue até a próxima Lua Cheia. É neste Festival, de acordo com a grande iniciada e escritora Alice Bailey, que se transmite à Terra a Benção de Deus, através de Buda e seu irmão, Cristo.


Como Meditar

Como toda meditação, o importante é colocarmos o coração e aliarmos conhecimentos conforme formos progredindo. Em seguida relaxar e entrar em contato com a respiração de forma consciente. Na meditação da Lua Cheia é aconselhável que o condutor estude com mais profundidade sobre estes rituais. Caso faça sozinho, procure relaxar e captar as energias benéficas do momento consciente, pois vários grupos em todo o mundo estarão vibrando junto a você.


“A Grande Invocação”.

Do ponto de Luz na mente de Deus,

Flua Luz às mentes dos homens,

Desça Luz à Terra,

Do ponto de Amor no Coração de Deus,

Flua Amor aos corações dos homens,

Cristo retorne à Terra,

Do centro onde a Vontade de Deus é conhecida,

Guie o Propósito as pequenas vontades dos homens,

O Propósito que os Mestres conhecem e servem.

Do centro a que chamamos raça dos homens,

Cumpra-se o Plano de Amor e Luz.

Emure-se a porta onde mora o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder,

Restabeleçam o Plano na Terra.



Namastê!


domingo, 13 de março de 2016

DOÇURA

Doçura é domínio dos sentidos. Olhos que veem no fundo das coisas, ouvidos que escutam o coração das coisas, lábios que falam apenas a essência das coisas. 
Doçura é o resultado de uma longa jornada interior para o centro da vida e a capacidade de lá permanecer e observar.
Doçura é viver na linha da verdade, onde você vê o que está realmente acontecendo, longe da exibição das palavras. É uma coisa delicada, ligada à morte. Pois antes de morrer é apenas aquela linha que você vê, e não a vida, e subitamente você entende os "porquês" e os "o quês", e então você segue em frente. É muito especial estar vivo e feliz e também estar nesse ponto de morte, de onde você apenas vê o que é importante.
A doçura procura pelo bem nas coisas, pois no seu coração reside a convicção de que o bem existe em algum lugar em tudo, é só ter paciência para descobri-lo. Falsa doçura é dizer que algo é bom quando você não despendeu tempo suficiente para realmente descobrir o que é aquilo e então preguiçosamente escolhe algo óbvio sobre o que comentar. A verdadeira doçura alimenta-se apenas da realidade.
Doçura é a virtude dos muito jovens que não perderam seu otimismo e, algumas vezes, dos muito velhos, em cujas curtas vidas, cada momento é precioso e onde o passado tornou-se uma lista de memórias cuidadosamente escolhidas, que o tempo não pode levar.
Aquele que é realmente doce nunca pode ser vítima do tempo, pois doçura é a qualidade de uma pessoa cuja vida tocou a eternidade. (Anthea Church)



sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O que nos recomendas para aprendermos a morrer em paz?


Quando saímos do meramente conhecido, a primeira coisa que encontramos é o mundo dos nossos pensamentos, em particular, os maus pensamentos, convertidos em imensos dragões, monstros ou pestilentas deformações que nos vão produzir um temor equivalente à maldade que, estando vivos, pusemos neles. Aí vamos adquirir a consciência de todas as repercussões que pode ter um simples mau pensamento, que omitimos ao acaso.
Aqui, neste primeiro passo depois da morte, não existe enganos como ocorriam na vida. Durante a vida, quantas vezes emitimos pensamentos de crítica ou de ódio sobre os quais não paramos para medir o seu alcance. Aqui, neste primeiro estádio, vamos vivê-los e sentir de acordo com a magnitude que alcançaram na vida e afetaram não somente a nós próprios como também aos demais.
Uma mudança na tua atitude mental que, no momento da morte te permita vislumbrar uma verdade espiritual, pode gerar uma volta completa na tua vida depois da morte e, embora isso não te retire o karma que acumulaste e que terás que pagar inexoravelmente não somente gerará skandhas positivos que recolherás na tua próxima encarnação, mas, também, te dará passagem a novos estados de consciência. Isto é o que muitas tradições religiosas recolheram como a ideia de arrependimento na hora derradeira da morte, pois os últimos atos ou pensamentos do ser humano, no momento da morte, produzem um efeito enorme e importante na vida futura.
Nunca é tarde para compreender. O esforço derradeiro é transcendente. E mais, se recebes estes ensinamentos e os assimilas com boa vontade e bom senso, inclusive antes da morte ocorrer, pode gerar uma mudança radical na tua consciência, uma espécie de «giro copernicano», em que o sol da tua vontade faça girar tudo em seu redor e sintas que os erros cometidos na vida, sobre os quais, de qualquer modo, terás que responder inexoravelmente, no entanto deixarão de ser primordiais, para se colocarem, no balanço do teu Destino, num âmbito secundário, deslocados pela luz da tua vontade.
Goethe no momento da sua morte exclamou «Luz mais Luz».
Tenta transitar pelo reto caminho, preparando assim a segunda parte da tua vida, já que é melhor que sintas temor agora perante os monstros da maledicência, do egoísmo ou da maldade e melhores a tua vida alcançando a virtude, a que te assustes nos primeiros momentos da morte quando os maus sentimentos se apresentarem diante de ti com a forma aparente de terríveis dragões que tu mesmo criaste.
“(...) em cada personalidade terrena e através das diferentes experiências, a essência das qualidades espirituais e de autoconsciência permitir-lhe-ão seguir evoluindo até se converter num ‘Ser divino’. Por isso, não deixa de ser uma ironia que chamemos sono à realidade que encontramos na morte e vigília à ilusão que nos afunda no mundo das formas aparentes da vida, em Maya, como nos recordam as tradições hindus.”

Quando consigamos compreender esta ideia passaremos para outro estádio e segundo a convicção real que os nossos Mestres e guias espirituais perceberem em nós já estaremos a começar a vislumbrar as formas, características da nossa própria vida superior. Por isso, é preciso que estudes e assimiles, nesta primeira parte o teu período chamado vida, todos os ensinamentos para que, quando chegar o momento de viver a segunda etapa da tua vida, no que vocês chamam morte, não encontres pedras que entorpeçam o teu caminho e possas chegar mais rápido à Luz.
Existe consciência de estar mais além da vida física ou há confusão?
Uma vez que se tenha superado a passagem do túnel, com todas as concomitâncias, onde podem dar-se momentos de confusão, pode-se dizer que, então, se passa ao mais além.
Volto a insistir na importância de te preparares nisto que chamas vida, enquanto estiveres encarnado, com o objetivo de alcançar a morte de uma maneira filosófica, que significa entender que a morte também inclui o que hoje entendes por vida. Na medida em que conseguires converter estes conceitos numa filosofia de vida, menores serão os teus conflitos na segunda parte da tua vida e recorda que a morte não significa separação, mas pelo contrário, uma subida e uma união para aquelas pessoas que, como tu, assimilaram o conceito filosófico da Universalidade.
Durante a vida devemos pensar na morte, sem que isso seja um sentimento macabro?
Macabro é, pelo contrário, o materialismo imperante que nos faz acreditar que tudo se resolve na matéria física. Por acaso é macabro pensar no sono durante a vigília? Acreditar que a morte é o final da existência é um conceito nefasto e materialista que nos faz sofrer desnecessariamente. A falta de conhecimento gera dor, por isso é importante que os seres humanos comecem a conhecer o que ocorre mais além daquilo que chamam vida, como do mesmo modo começa a ser útil que conheçam, também, os segredos do sono, mais além da vigília.
Com efeito, é o que no budismo tibetano se chama Avidya, a ignorância, a falta de Conhecimento que é uma das principais causas de dor.
Se durante a vida não trabalhamos a consciência do mais além, quer dizer, que não tenhamos tomado consciência da nossa alma espiritual, e somente estivermos aferrados à nossa alma humana, poucos serão os elementos espirituais que teremos desenvolvido na nossa parte imortal. No caso de um negador consumado dos princípios imortais, a sua alma humana não terá recebido nenhuma influência da alma divina já que a sua mente negou a sua existência, no período da sua morte vagueará cego, sem consciência, perdendo as oportunidades de conhecimento que o desencarnar oferece e cairá, na medida em que não tenha sido perverso, como numa espécie de sono plácido sem sonho. Tanto a consciência após a morte como a consciência da imortalidade são atributos condicionados que são devedores das circunstâncias e crenças criadas pela alma humana durante a vida no corpo.
Do mesmo modo que no mundo físico, o mundo espiritual também tem as suas leis que são imutáveis, quer dizer que não existem exceções; portanto, existem leis para os que querem ver a leis para os que optaram por permanecer cegos. Tudo dependerá daquilo que tiveres feito com o teu livre arbítrio durante o período na terra, já que a medida que vais passando pela existência humana, negando a vida ultraterrena, irás atrofiando os sentidos espirituais e vaguearás durante o período da morte, como numa espécie de “desmaio espiritual” que te fará perder as importantes possibilidades de evoluir e que esta segunda parte da vida te outorga.
É a Lei da continuidade, o Karma que atua de maneira permanente e incessante, durante o período da nossa vida ultraterrena, ali onde colhemos os primeiros frutos daquilo que semeámos na nossa vida terrena, e, além disso, continuaremos a colher na seguinte encarnação. Então, se depois da morte, a nossa alma recebe as recompensas pelos sofrimentos aparentemente desmerecidos que padecemos durante a vida, o castigo para um materialista consumado será a ausência de qualquer recompensa e a perda da felicidade consciente e do repouso...
A Lei de ação e reação, o Karma, atua em todas as partes da existência e é o motor que nos vai outorgando consciência, pois como disse Siddhartha Gautama “o Buda”, “a dor é veículo de consciência”...
Com o objetivo de alcançar uma existência consciente nos estados posteriores à morte, existe uma chave importante que nos diz para começar a compreender e tomar consciência, da existência da vida no mais além durante a nossa existência terrena, tal como nos ensinaram as filosofias que nos recordam a imortalidade da alma e da consciência ultraterrena, já que o Ego receberá, sempre, de acordo com os seus méritos. Quando a morte acontece, este Ego poderá assumir três tipos de estados segundo o grau de consciência que o desencarnado tiver alcançado, um período de plena, clara e absoluta consciência, um estado de sonos caóticos ou um estado de sono sem sonhos muito parecido a nada... do mesmo modo que os sonhos que temos durante a nossa vida são o resultado de visões inconscientes recolhidas durante as horas de vigília. Durante a morte seguimos o programa daquilo que foi aprendido na terra, quer seja consciente ou inconsciente e, na medida em que despertemos a nossa consciência durante a encarnação, teremos a consciência mais desperta durante o período da morte.
Não esqueças que a vida espiritual é a vida depois da morte, é a verdadeiramente real, uma vez que a nossa vida na terra é um jogo de espelhos e de forma ilusórias. Movemo-nos no plano de Maya, quer dizer, como antes te indiquei, creio que até ao esgotamento, num plano ilusório, já que a única realidade é constituída pelos períodos vividos depois da morte, em que a nossa alma se encontra de frente para a Verdade até que o Ego, depois da experiência de múltiplas reencarnações e desencarnações, alcance a consciência do Todo Divino. Segundo aquilo que uma pessoa acredita e espera após a morte, esse será o estado que alcançará...
Estamos a viver num planeta em que tudo está em movimento e a esse movimento chamamos vida, esquecendo que esse movimento também continua durante a morte. Quando o movimento aparente cessa, equivocamo-nos chamando-lhe morte, porque a verdadeira vida não é esta, não esqueçamos que tudo é movimento e vibração. Isto é somente uma aprendizagem, porque a verdadeira vida é aquela em que se pode conviver com os Deuses ou os Seres Celestiais. Nesta, que chamamos vida, somente albergamos a sua recordação e é justamente aqui, enquanto vivemos, encarnados na terra, onde temos que aprender com o nosso livre arbítrio a saber conviver com os Seres Superiores, com as Ideias puras, com os Arquétipos, como o divino Platão nos recordava tantas vezes... “Deuses sois e o haveis esquecido”, dizia-nos...
A morte é um “nascimento para uma vida superior”, pois é ali que a alma regressa ao seu verdadeiro estado, já que no corpo encontra-se desterrada, como numa prisão, por isso, os textos antigos falam da “alma prisioneira”. Um prisioneiro lamentaria que o libertassem das suas correntes? Não deve, portanto, lamentar a alma, e asseguro-te que não o lamenta, quando se encontra novamente na sua verdadeira casa que é o que chamou o plano da vida subjetiva em contraposição ao plano da vida objetiva que é a que a alma realiza na terra. “Vida subjetiva”, a verdadeira vida da alma, o próprio termo dá-te a chave...
Para alcançar a consciência depois da morte é necessário tê-la aperfeiçoado durante a vida, já que o Ego receberá sempre de acordo com os seus méritos. Tudo dependerá do que tenhamos feito durante a vida e da consciência que tenhamos adquirido da nossa imortalidade já que “durante o sono da morte” iremos desenvolvendo as nossas crenças e as imagens criadas por nós mesmos. Isso permitirá ao Ego recolher, em cada personalidade terrena e através das diferentes experiências, a essência das qualidades espirituais e de autoconsciência que lhe permitirão ir evoluindo até se converter num “Ser divino”. Por isso, não deixa de ser uma ironia que chamemos sono à realidade que encontramos na morte e vigília à ilusão que nos afunda no mundo das formas aparentes da vida, em Maya, como nos recordam as tradições hindus.
Quando se sabe que estamos preparados para dar um passo mais é quando realmente se tem o sentimento e a consciência de que se está a fazer muito pouco. Por isso, apesar de tantos ensinamentos que foram legados através dos séculos, sobre a ideia de que a morte não existe, pois a vida continua, os seres humanos não conseguem sair da confusão de conhecimentos teóricos que, na realidade, não conseguiram vivenciar e sofrem, portanto, quando lhes chega o momento da morte própria ou alheia. Teoriza-se muito, mas encarnam-se pouco as ideias.
Quem nos vem buscar no momento da morte?
Vêm-te buscar os teus próprios pensamentos e, além disso, o “Daimon” que te acompanhou durante toda a vida, o teu anjo guardião, mas nesses momentos, acreditarás que não está presente porque deves passar a prova por ti mesmo. Também verás o reflexo dos teus entes queridos que se encontram na outra margem e aí farás um resumo da tua vida. Depois terás que caminhar, aparentemente sozinho, para superar o túnel e chegar, pelos teus próprios méritos, à Luz. A vida no mais além será o resultado do que tiveres semeado na terra e quanto mais labor espiritual tiveres realizado mais sublime será a tua passagem pela morte.
Podemos perder-nos nos labirintos da morte, como aquele ladrão de túmulos que se perde nos labirintos das catacumbas, porque o azeite da sua lâmpada era insuficiente. Assim também se perdem os que não puderam produzir azeite suficiente para a sua lâmpada durante o tempo em que estiveram encarnados.
Esse que se perdeu nos labirintos da morte é porque penetrou por curiosidade arrombando portas que estavam fechadas. Buscando tesouros que não tinham merecido. Esse que roubou a sabedoria dos livros e não a pôs em prática. Porém, no final, terá que despertar para a Realidade e compreenderá o erro que cometeu por negar o que É, apoiando-se no que Não-é. Enfim, põe em prática tudo o que sabes e transmite com o teu exemplo o Conhecimento da vida e da morte do mais além, a todos aqueles que desejarem aprender as chaves e os segredos da existência humana.
Uma história:
“Contam que, num dia, frente às portas de Alexandria se encontrava o sábio Paracelso e que ao ver passar a peste acompanhada pela morte lhes perguntou aonde iam. Elas responderam-lhe que iam à cidade para levar os que iam cair vítimas da doença. O velho Paracelso solicitou-lhes que não levassem mais almas do que as necessárias, ao que a morte respondeu que fazia sempre assim. Paracelso não se mostrou de acordo e disse-lhe que então lhe dissessem agora quantas almas levariam e que ele as esperaria para confirmar se era certo o que lhe diziam e que, além disso, ele como conhecedor das artes médicas iria à cidade para lutar contra a peste. A morte e a peste disseram-lhe que levariam somente duzentas almas e partiram. Ao cabo de um mês, Paracelso voltou a encontrá-las, tal como tinha ficado combinado, à saída de Alexandria. Ao ver as carroças carregadas de corpos, o sábio deteve a morte e perguntou-lhe quantos corpos levava e a morte responde-lhe: Mil. Paracelso questionou, incomodado, por que lhe tinha enganado, ao que a morte lhe disse: “Eu não te menti, cumpri com a minha palavra. Recolhi somente duzentas almas”. Paracelso replicou: “E as oitocentas restantes?” A morte retorquiu: “Volto a confirma-te que eu cumpri a minha promessa, a essas não as matei, essas morreram de medo.”

“No instante da morte, a alma alcança os mesmos mistérios que os grandes iniciados.” Plutarco



Do livro: E Depois...Sobre a Experiência e o Mistério da Vida Depois da Morte. Cap. XII, págs.: 161 a 180. (Faras de Patmos)

sábado, 12 de dezembro de 2015

Amor que transcende ...

Amor, Sentimento,

E Ser Primordial

Que és princípio, meio e fim

De tudo, de todo o ser,

De toda a criação,

Predominas em mim,

No meu coração

E em todo o meu ser.

Por tua Imanência

E Transcendência

És completo,

Complexo

Tão difícil de entender...

Enquanto Imanência

És força donde tudo brota, emana,

Em mim predominas

E dominas

Todo o meu ser.

Me transcendes

Porque és Transcendência.

Ultrapassas meu pensamento

E não te consigo alcançar

Para entender

Esta dificuldade implícita

No amor e no amar

Tão difícil de expressar,

De manifestar,

De transmitir

E tão fácil eu sentir...

Tu Amor,

Porque és Transcendência

És tão inacessível à minha inteligência!...

Sensibilidade da vida ...

Cada vida é sensível ao amor. As expressões de vida mais inconscientes como as flores e as árvores compreendem se as amamos ou não ... Fada do Amor!!

Silfos

Silfos
"Eu vos saúdo, Silfos, Que constituís a representação do ar e dos ventos, Portadores das mensagens para toda a terra, Eu deposito em vós a minha imensa confiança, Pois meus pensamentos são sempre positivos, Voltados para o amor de todas as coisas existentes. Fazei de mim a imagem do esplendor da luz. Fazei deste pensamento, meu milagre! Mestres do ar, Eu vos saúdo fraternalmente." Fada do Amor!